- Idioma: PORTUGUÊS
- Tipo de Capa: BROCHURA
- Número de Páginas: 227
- Ano de Edição: 1997
- Número de Edição: 1º
- Dimensões: 21 x 21 x 2cm;
- ISBN: 9788590031017
ATENÇÃO: Foto meramente ilustrativa
Este livro é um marco para a história cultural desta cidade. Em primeiro lugar, porque responde a um desafio, assumido pela comunidade de arquitetos e pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, criando a Comissão Municipal de Arquitetura em 1993, que é o de prover a Arquitetura e o Urbanismo de uma política cultural. Embora seja inegável seu estatuto de arte ou manifestação cultural, a Arquitetura dificilmente é contemplada pelos programas de difusão e produção cultural e, ainda mais, em âmbito municipal. Sem dúvida, um privilégio para esta cidade. Por outro lado, uma grande responsabilidade para nós, arquitetos. Segundo, porque representa a concretização de uma legislação de incentivos fiscais à cultura no âmbito do município. Uma das raras experiências de institucionalização do patrocínio de projeto culturais em funcionamento atualmente. Em terceiro lugar, este livro é um marco porque é uma pesquisa acadêmica sobre a história de arquitetura, assunto confinado aos cursos universitários, que se volta efetivamente para a comunidade, isto é, digerível como produto cultural. Representa também o esforço de uma nova geração de joseenses, jovens profissionais formados pela universidade local, de compreender a cidade em que nasceram e cresceram. São filhos dos "forasteiros" de então, assumindo a construção da memória da cidade. (Aqueles mesmos que haviam descaracterizado São José dos Campos, chegando aos milhares após a década de 50, lembram-se?... os responsáveis pela falta de personalidade, tradição histórica...). É aí que este livro assume os contornos de uma postura. Uma efetiva tomada de posição, diante da questão da identidade cultural e história do joseense como valeparaibano, objeto de controvérsias cada vez mais enfadonhas. E, finalmente, este livro é um marco por se tratar de um estudo exemplar sobre o maior e mais valioso acervo arquitetônico joseense, dotando a cidade de um guia histórico compatível. Além da planta baixa, corte e fachada, imprescindíveis para se falar de uma obra, tem como méito a publicação de fotografias da época, atestando o lugar social que ocupou a Arquitetura Moderna para a comunidade que aqui se formou dos anos 50 até a metade dos anos 780, período em que se processaram as transformações regionais, polarizadas por uma cidade definitivamente outra: a moderna São José dos Campos. Uma face histórica que por excelência cabe, com toda a propriedade, à Arquitetura revelar.