- Idioma: PORTUGUÊS
- Tipo de Capa: BROCHURA
- Número de Páginas: 232
- Ano de Edição: 2013
- Número de Edição: 1º
- Dimensões: 22.5 x 15 x 1.6cm;
- ISBN: 9789898217257
ATENÇÃO: Foto meramente ilustrativa
O antigo Hospital-Colónia Rovisco Pais, na Tocha, onde funcionou o que em tempos se chamou a Leprosaria Nacional, foi concebido nos anos de 1930 e a sua construção prolongou-se até ao final dos anos de 1950. Projectado pelo arquitecto Carlos Ramos, sob a tutela do «médico empreendedor» Bissaya Barreto, esta obra hospitalar constituiu-se como uma pequena colónia, com bairros de habitação, equipamentos e espaços públicos, onde foram confinados os portadores da doença de Hansen em Portugal. Alguns destes espaços e edifícios têm vindo, desde 1996, a ser convertidos e remodelados para funcionamento do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro ? Rovisco Pais, outros encontram-se em ruína e outros acolhem ainda ex-doentes de Hansen. Neste livro procuram descodificar-se vários níveis de interpretação que acompanharam a construção do conjunto: os conhecimentos médicos sobre a doença, a transformação do edificado e a imagem dos espaços e construções. Talvez assim se possa fazer justiça ao universo de sentimentos contraditórios que a memória da doença inspira, mas também às contradições da arquitectura e ao conjunto de ambiguidades da instituição que modelou o percurso histórico da Leprosaria Nacional. Através destas páginas, lendo as hesitações, os pontos de vista de especialidade, os desenhos, os relatórios de suporte, os cadernos de encargos e tantos outros elementos do passado e do presente, podemos aproximar-nos de uma modernidade mais complexa e mais contraditória do que aquela que é comummente aceite.